segunda-feira, 30 de junho de 2014

Quando o Comum é Novo ou Outro Título do Género

Sai de casa rumo ao Mistério do Conhecido Caminho. De fato de treino, Cabelo apanhado num Rabo de Cavalo,  e Mochila às Costas…o pensamento de ir correr transformou-se em desejo de observar, fotografar, escrever…já não o fazia há tanto tempo…escrever? Não! Refletir em Palavras Escritas. Abraçar o Ar, o Sol, as Plantas, o Rio, os Bancos, os Repuxos…com a Escrita- como é Bom! Sinto a Paz

Nada me é Exigido. Na Mochila trago um Caderno, um Livro (A Cidade e as Serras de Eça de Queirós), uma Lapiseira dentro de um Estojo azul escuro que ganhei algures, uma Máquina de Fotografar, e…Paz - posso ler, escrever, fotografar ou Simplesmente Não Fazer Nada…só Olhar o Castanho das Folhas de Pinheiro que cobrem o chão…

Que engraçado, ao meu lado está um homem já com alguma idade, de boné…também ele está de fato de treino, também ele lê e escreve (sorrio)… atrás de mim passam crianças de bicicleta a cantar…cantar…lá lá lá (sorrio)

Desviei-me do que escrevia, ou talvez não…pois nada planeei escrever, nada em especial…apenas pretendia deixar uma marca no papel…aquilo que vejo…sinto…

Se pudesse escrever mais do que Palavras…se pudesse escrever Dança, e Voos, e Brisa e Passeios de Barco pelo Tejo, … este texto estaria mais perto da realidade…assim é só uma memória de pequenos passados recentes que vou vivendo a cada momento.

Agora lembrei-me de Fernando Pessoa e do seu poema "O Poeta é Um Fingidor"…


Ah, quase me esquecia…vim de bicicleta e de bicicleta voltarei…até lá sou a ondulação calma do rio que vejo.

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