sábado, 13 de outubro de 2012

Alma que Vive


Sentada na paragem, de manhã,
Distanciada, olhei o céu.
E como a dualidade faz o equilíbrio,
Meio estava límpido, meio como o breu.

O bem e as trevas completam-se.
Entre eles há uma linha muito ténue…
Nós somos, eu sou essa linha nascida alma.
Que a viagem assim continue.

Quando debaixo de nuvens negras,
Onde o brilho não sacia o olhar,
Eu sei como abstrair-me, como me evadir…
Mesmo que não em corpo, no lugar,
Faço-o em pensamento, a pairar.

E com música nos ouvis,
Subo até às nuvens, e nelas danço.
Por cima, não há mais nada, só paz…
Um palco de calma e melodia,
Onde o escuro se torna harmonia.

Porque hei-de limitar-me
Àquilo que o que me rodeia parece,
Se os sentidos enganam,
E a verdade se desvanece?

Sinto o aconchego do sol,
Escolho ao nevoeiro não me render.
Caio, tropeço, levanto-me…
Mas tudo isto é viver!

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