sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Planos de Trabalho - Composição


Recentemente, tive um teste de português sobre Fernando Pessoa ortónimo (escreveu poemas que acho admiráveis, quer como ortónimo, quer sob a pele dos heterónimos, mas que poderei falar deles noutra ocasião), e ao estudar, ao treinar composições, escrevi uma sobre os planos de trabalho e os seus benefícios. Esta acabou por não sair no teste, mas ajudou a consolidar na minha mente, a minha própria opinião sobre o assunto.

A composição tinha por base o seguinte trecho:
- "O hábito do trabalho modera qualquer excesso, induz à necessidade de organização, ao gosto pela ordem; da ordem material chega-se à ordem moral: portanto, o trabalho pode ser considerado como um dos melhores auxiliares da educação."

Achei interessante partilhá-la no meu blog:

O ser humano é insatisfeito por natureza. Ao longo do tempo da humanidade, Homens, quer positivos, quer negativos, debruçaram-se na procura incessante da felicidade, pois sentiam não possui a sua plenitude, a sua verdadeira essência, apenas fragmentos dela.
  Hoje em dia, a humanidade não mudou, mas descobriu-se a influência do trabalho no estado de espírito das pessoas e na cura de depressões.
 Como é referido no trecho transcrito, o trabalho pode ser considerado como um dos melhores auxiliares da educação, na medida em que os jovens, para terem objectivos futuros, sentirem motivação e interesse na educação, necessitam de ter a mente organizada o quanto baste. Por exemplo, um aluno que nunca, nem desenvolveu hábitos de trabalho, e não possui interesse nesse esforço e nessa ordem, decai na indiferença e no tédio por tudo o que lhe é imposto aprender, sendo a maioria dos seus dias tristes e vazios.
 Em contrapartida, um aluno que se obrigue a criar hábitos de trabalho, e comece a sentir prazer na organização dos dados, e dos métodos de estudo, começa a desenvolver um gosto diferente pela vida, não só a nível escolar, como a nível pessoal, intelectual ou sentimental.
 O trabalho é como o exercício físico, ocupa-nos, organiza-nos, dá-nos espírito de sacrifício, e contribui para o nosso positivismo e felicidade. Tal como um atleta, que trabalha anos, batendo os seus recordes constantemente, projectando meta após meta, também uma pessoa que se organize mental e materialmente, planeando o necessário na sua vida (sem deixar de viver a espontaneidade, por querer controlar tudo), consegue alcançar patamares na sua vida, anteriormente inimagináveis, quer a nível físico, mental e espiritual, como a nível social, profissional, entre outros.
 Em suma, o trabalho com medida, é fundamental para o desenvolvimento da nossa essência interior, e o conhecimento mais aprofundado do "eu".

Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, com este texto estou longe de dizer que a vida deve ser rigorosamente planeada, até porque me considero uma pessoa muito mais dada ao sentimento do que à razão. Todavia, penso que os hábitos de trabalho podem ser bastante positivos para os Homens, sobretudo durante a juventude. Ao incrementarem o gosto pela vida, ajudam a desenvolver sentimentos como a solidariedade, a piedade, que podem ser úteis para toda a sociedade.

Obrigada pela vossa leitura! J

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Na Vida não devemos ser de extremos: há que planear o necessário e, de resto, deixar-mo-nos levar pela espontaneidade

sábado, 13 de outubro de 2012


Alma que Vive


Sentada na paragem, de manhã,
Distanciada, olhei o céu.
E como a dualidade faz o equilíbrio,
Meio estava límpido, meio como o breu.

O bem e as trevas completam-se.
Entre eles há uma linha muito ténue…
Nós somos, eu sou essa linha nascida alma.
Que a viagem assim continue.

Quando debaixo de nuvens negras,
Onde o brilho não sacia o olhar,
Eu sei como abstrair-me, como me evadir…
Mesmo que não em corpo, no lugar,
Faço-o em pensamento, a pairar.

E com música nos ouvis,
Subo até às nuvens, e nelas danço.
Por cima, não há mais nada, só paz…
Um palco de calma e melodia,
Onde o escuro se torna harmonia.

Porque hei-de limitar-me
Àquilo que o que me rodeia parece,
Se os sentidos enganam,
E a verdade se desvanece?

Sinto o aconchego do sol,
Escolho ao nevoeiro não me render.
Caio, tropeço, levanto-me…
Mas tudo isto é viver!