terça-feira, 3 de abril de 2012

Noite de Quinta-feira


É quinta-feira, a noite, caracterizando a Primavera, está quente. Lá fora chove.
Encontro-me sentada sobre a cama, com a luz do candeeiro da mesa-de-cabeceira acesa, uma almofada atrás das costas, e a Rita (a minha cadelinha) a dormir encostada às minhas pernas. É meia-noite.

 Vim para o quarto para dormir – não tinha sono, mas tinha planeado ler um pouco antes de adormecer – mas algo não deixou… Ao atravessar a comum rectangular porta de madeira para o interior do meu quarto, fui saudada por um cheiro agradável de erva molhada (próprio da estação) que vinha da janela entreaberta, e pelo melancólico, constante e ritmado som das gotinhas de água a baterem no chão, no telhado,…

 A chuva invadiu a noite, e não podia adormecer antes de lhe dar o devido valor. Assim como os belos dias de sol, secos e quentes, também os dias de chuva me inspiram – tinha de escrever sobre eles!

 Como é maravilhosa a perceção que a minha janela me dá do mundo lá fora: tantos aromas, sons,… - tudo sintetizado como numa tela de cinema (mas mais pequena e real).

 Estou tão bem! A Rita, já acordada, olha para mim com os olhinhos muito abertos (provavelmente a perguntar-se porque não me deito). Sinto os músculos cansados da tarde em que estive a dançar, a aprender, a divertir-me com pessoas importantes para mim – tudo isto me aconchega e me faz sentir feliz. Aqui, sentada, passo pelas imagens do meu dia, e compilo-as neste texto, neste cair de chuva, neste cómodo cansaço.

Após dar utilidade à caneta e ao caderno cor-de-laranja que tinha em cima da mesa de cabeceira sinto que o sono começa a chegar, e pretendo render-me a ele…

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