quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dança




Da experiência Humana
Tiramos uma conclusão:
Nem sempre temos sonhos,
Ou cremos na sua realização…

Todos temos problemas,
Mas costumamos exagerá-los
Com incertos/falsos dilemas.

Como dizia Bob Marley:
Ao pensarmos no assunto,
Só duplicamos a gravidade.
Digo por experiência própria,
É uma grande verdade!

No meu percurso de vida,
Descobri um incrível lugar,
Onde as más horas se dissipam.
Só há lugar para sonhar!

Deram-lhe o nome de Dança,
Criaram-no cheio de alegria,
Para que tudo fosse possível.
A dançar sou o que quero:
Um reflexo, alguém invencível,…

Seja qual for o solo que
Pisemos no momento,
Ao ligarmos as colunas
Enchemo-lo de movimento.

Cada passo, cada pirueta,
Preenche a minha vida.
Com eles sou romântica,
Realista, e dramática.


Já fui vilã, uma princesa,...
Visito escombreiras, pó,...
Contato com a Natureza.

Cada coreografia vive,
Tem um significado.
É uma representação,
É um misto de emoção.

Traz novas e várias formas
De ver o amor, a amizade.
Junta várias esperanças,
Num centro de fraternidade.

Desde que ela me agarrou,
Sinto que nunca a vou deixar:
É um mundo mágico,
Que só pretendo partilhar.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Noite de Quinta-feira


É quinta-feira, a noite, caracterizando a Primavera, está quente. Lá fora chove.
Encontro-me sentada sobre a cama, com a luz do candeeiro da mesa-de-cabeceira acesa, uma almofada atrás das costas, e a Rita (a minha cadelinha) a dormir encostada às minhas pernas. É meia-noite.

 Vim para o quarto para dormir – não tinha sono, mas tinha planeado ler um pouco antes de adormecer – mas algo não deixou… Ao atravessar a comum rectangular porta de madeira para o interior do meu quarto, fui saudada por um cheiro agradável de erva molhada (próprio da estação) que vinha da janela entreaberta, e pelo melancólico, constante e ritmado som das gotinhas de água a baterem no chão, no telhado,…

 A chuva invadiu a noite, e não podia adormecer antes de lhe dar o devido valor. Assim como os belos dias de sol, secos e quentes, também os dias de chuva me inspiram – tinha de escrever sobre eles!

 Como é maravilhosa a perceção que a minha janela me dá do mundo lá fora: tantos aromas, sons,… - tudo sintetizado como numa tela de cinema (mas mais pequena e real).

 Estou tão bem! A Rita, já acordada, olha para mim com os olhinhos muito abertos (provavelmente a perguntar-se porque não me deito). Sinto os músculos cansados da tarde em que estive a dançar, a aprender, a divertir-me com pessoas importantes para mim – tudo isto me aconchega e me faz sentir feliz. Aqui, sentada, passo pelas imagens do meu dia, e compilo-as neste texto, neste cair de chuva, neste cómodo cansaço.

Após dar utilidade à caneta e ao caderno cor-de-laranja que tinha em cima da mesa de cabeceira sinto que o sono começa a chegar, e pretendo render-me a ele…