segunda-feira, 26 de março de 2012

Folha Branca de Papel

 
















Seguro a branca folha
Pura, vazia de palavras.
Pego no repousado lápis,
Com o qual, outrora,
Davas uso, desenhavas.

Deito a cabeça sobre a mão,
Sem ideias, olho a alvura.
Necessito, busco inspiração…
Onde estará nesta altura?

Tamanho turbilhão de ideias
Percorrem a minha mente…
Escreverei sobre o futuro?
Passado? Sobre o presente?

Pelo papel passam vidas,
Sofrimentos sufocantes,
Alegria e esperança…
Passam risos de criança…

A folha torna-se um livro:
Mostra estudantes, professores,
Valsas, combates, canções…
Reflete realidade e fantasia…
Princesas, duendes e dragões…

O quadro está imaginado,
É preciso escolher os traços.
Gastar o carvão, escrever,
Dar os segundos passos.

Mas cada gota de amor,
De amizade, de bravura,
É digna, boa musa de poesia.
Por onde começarei,
Pelo nascer do Sol,
Pela sua maravilha?

E esta simples folha?
Que atura o meu olhar,
Me ouve silenciosamente,
Dá-me incentivo a começar…

Ela que possua as estrofes,
Que seja lida, valorizada.
O poema está terminado.
E a folha bem enfeitada.

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