quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Vou tentar adormecer...

Encontro-me no meu quarto, sobre o conforto de minha cama, sentada, com um lápis na mão e um candeeiro a iluminar o crescente aglomerado de palavras que se vai formando.
  O meu corpo está exausto após um longo e preenchido dia: as minhas pernas pedem para se descruzar e se manterem relaxadas, os meus braços querem ficar horizontais, e minha cabeça anseia por se juntar à almofada.
 Contudo, minha mente não contribui mantêm-se agitada e pensativa: ela sabe que vou pensar em ti, que de cada vez que me der conta que estou a sonhar a tua face estará em primeiro plano…
  Assim sendo, aqui estou eu, a meio da noite, acordada, a reflectir em todas as palavras mudas que tenho para dizer, mas que nunca irei pronunciar. Queria dizer-te que me fazes falta, que o teu olhar me alegra e o teu abraço me conforta. Desejava que olhasses para o céu e me visses em cada nuvem, cada estrela, na própria lua…tal como eu te vejo a ti. Que que soubesses que quando estou contigo o meu mundo é abalado por uma avalanche de felicidade e me esqueço de tudo: só ficas tu, e talvez eu, mas tu estás lá!
  Oh, não imaginas como reconheço a tua voz e o teu cheiro, e como anseio diariamente por ter-te ao pé de mim…Perguntas-me se és perfeito? Sem dúvida que não, mas aprendi a gostar do que tens de pior e a adorar tudo em ti – cada vez mais te imagino a meu lado…
  Poderia colocar o mundo no papel, que não chegaria para descrever o que sinto, e o que sinto é Amor. Por isso digo: Para lá dos sete oceanos, do sistema solar, do universo… dá-me a tua mão e eu vou contigo, pois eu AMO-TE!
  Mas o que é tudo isto senão um texto que cairá em esquecimento? O caderno vai fechar-se e eu, eu vou tentar adormecer…

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