sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Não entendes o meu amor - poema

Nestas linhas escrevo,
Se o espaço o permite,
E o tempo não escasseia,
O amor que em mim existe...

É uma sinfonia de primavera
Onde brotam flores,
Se festejam os animais...
É um copilar de cores.

É grandiosa esperança,
E caminho para o Céu.
Atravessa oceanos,
Nas nuvens, é meu.

É o seu próprio infortúnio,
Bombardeando a vida do ser...
Ameaça a felicidade,
Na luta do Ter e Puder!

Entre monsões e céu azul,
Está-me ele a enganar,
Alegra-me e consome-me...
Pode o corpo aguentar?

Que dança tão sombria,
O amor faz com o eu!
Bailam num chão negro,
Arrastando-me no breu...

O piano chora a tocar
Suas notas de melancolia.
Já tenho calos de sofrimento,
Para enfrentar mais um dia.

E na feliz conformidade,
De não me querer erguer...
Dá-me o amor a mão,
Para acreditar no seu valer.

Desce um anjo do Céu,
Para me mostrar a lua...
Mas dobra-se sobre si,
Sentado no destroços da rua.

São extremos que combatem
Para me levar à insanidade.
Se alguma vez me controlei...
Agora, está longe da verdade.

Oh puro e marcado,
É este meu amor!
Cura-me...
Só para me aplicar dor.

E teus olhos indiferentes,
Alimentam minha inquietação...
São os Anjos e Doménios,
Possuidores do Coração!

Sei que de nada vale,
Que posso ficar...ou partir...
Tu tiraste-me a cor,
Pois não entendes o meu amor...

Espero que tenham gostado :)

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