quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Dia Feliz

Encontro-me sentada na pequena casinha do meu quintal. Trata-se de uma casinha de plástico transparente baço, de onde se vê o vulto da linda paisagem que me rodeia. É neste lugar, quente de dia e acolhedor à noite, que leio, trabalho, e tenho muitos dos meus pensamentos.
  Hoje, sinto-me particularmente feliz, motivo pelo qual resolvi marcar pela escrita alguns dos momentos que serviram de peças do puzzle da minha alegria diária.
  Não há palavras para descrever a grandiosidade das pequenas coisas da vida: acordar com energia no espírito e música na voz (refiro-me às minhas cantorias matinais); a sensação de paz que sinto ao sair de casa com a música dos fones dos fones a servir de orquestra à rua molhada, às flores e ao crescente sol que me acompanham no percurso até à paragem; como me alegra a alma as parvoíces que faço com os meus amigos, os seus sorrisos e risos escangalhados – como são importantes na minha vida!
  Contudo, a minha felicidade não se resume a isso. De regresso a casa fui recebida por um tempo de chuva miúda, que me saudou com gotas de água límpida escorrendo pelo meu rosto, limpando a minha essência e acolhendo-me no seu leito. Meu Deus, como é bom sentir o cheiro das espécies vegetais que habitam o meu jardim e a vizinhança. Como é bom poder aproveitar tais maravilhas! Como posso alguma vez não me sentir sortuda quando mal entro em casa sou recebida por uma cadelinha em plena alegria por me ver de volta a casa?
  Neste dia, senti o meu coração a bater intensamente…e quando sinto que posso ir a qualquer lugar, é porque sei que estou perfeitamente bem onde estou.

Vou tentar adormecer...

Encontro-me no meu quarto, sobre o conforto de minha cama, sentada, com um lápis na mão e um candeeiro a iluminar o crescente aglomerado de palavras que se vai formando.
  O meu corpo está exausto após um longo e preenchido dia: as minhas pernas pedem para se descruzar e se manterem relaxadas, os meus braços querem ficar horizontais, e minha cabeça anseia por se juntar à almofada.
 Contudo, minha mente não contribui mantêm-se agitada e pensativa: ela sabe que vou pensar em ti, que de cada vez que me der conta que estou a sonhar a tua face estará em primeiro plano…
  Assim sendo, aqui estou eu, a meio da noite, acordada, a reflectir em todas as palavras mudas que tenho para dizer, mas que nunca irei pronunciar. Queria dizer-te que me fazes falta, que o teu olhar me alegra e o teu abraço me conforta. Desejava que olhasses para o céu e me visses em cada nuvem, cada estrela, na própria lua…tal como eu te vejo a ti. Que que soubesses que quando estou contigo o meu mundo é abalado por uma avalanche de felicidade e me esqueço de tudo: só ficas tu, e talvez eu, mas tu estás lá!
  Oh, não imaginas como reconheço a tua voz e o teu cheiro, e como anseio diariamente por ter-te ao pé de mim…Perguntas-me se és perfeito? Sem dúvida que não, mas aprendi a gostar do que tens de pior e a adorar tudo em ti – cada vez mais te imagino a meu lado…
  Poderia colocar o mundo no papel, que não chegaria para descrever o que sinto, e o que sinto é Amor. Por isso digo: Para lá dos sete oceanos, do sistema solar, do universo… dá-me a tua mão e eu vou contigo, pois eu AMO-TE!
  Mas o que é tudo isto senão um texto que cairá em esquecimento? O caderno vai fechar-se e eu, eu vou tentar adormecer…

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Não entendes o meu amor - poema

Nestas linhas escrevo,
Se o espaço o permite,
E o tempo não escasseia,
O amor que em mim existe...

É uma sinfonia de primavera
Onde brotam flores,
Se festejam os animais...
É um copilar de cores.

É grandiosa esperança,
E caminho para o Céu.
Atravessa oceanos,
Nas nuvens, é meu.

É o seu próprio infortúnio,
Bombardeando a vida do ser...
Ameaça a felicidade,
Na luta do Ter e Puder!

Entre monsões e céu azul,
Está-me ele a enganar,
Alegra-me e consome-me...
Pode o corpo aguentar?

Que dança tão sombria,
O amor faz com o eu!
Bailam num chão negro,
Arrastando-me no breu...

O piano chora a tocar
Suas notas de melancolia.
Já tenho calos de sofrimento,
Para enfrentar mais um dia.

E na feliz conformidade,
De não me querer erguer...
Dá-me o amor a mão,
Para acreditar no seu valer.

Desce um anjo do Céu,
Para me mostrar a lua...
Mas dobra-se sobre si,
Sentado no destroços da rua.

São extremos que combatem
Para me levar à insanidade.
Se alguma vez me controlei...
Agora, está longe da verdade.

Oh puro e marcado,
É este meu amor!
Cura-me...
Só para me aplicar dor.

E teus olhos indiferentes,
Alimentam minha inquietação...
São os Anjos e Doménios,
Possuidores do Coração!

Sei que de nada vale,
Que posso ficar...ou partir...
Tu tiraste-me a cor,
Pois não entendes o meu amor...

Espero que tenham gostado :)

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Amor - poema

Hoje estava inspirada e aproveitei para fazer o segundo poema (para compensar os dias em que não faço nada).

Amor

Oh Inocente e doce felicidade
Do pensamento de que amamos!
Quando tudo é controlado,
E escolhemos os nossos enganos…

Damos-lhe a sua graça,
Vemos o seu lindo olhar,
Construímos a emoção…
Dizemos que estamos a amar,
Mas não se perde o coração.

Mas quando este nos assalta,
Silencioso e matreiro,
Sentimo-nos perdidos…
Ganhámos e Perdemos
O mundo inteiro.

Passamos do triste ao feliz,
Da racionalidade à ilusão.
Vemos flores e corações,
Seguidos de incompreensão.

Quem não tem rédea curta,
Começa a agir sem pensar…
O que é isso de controlo?
É o Amor a controlar!

O que é a racionalidade?
Continuamos a tê-la?
Será que o faríamos
Noutras condições?
Estaremos a perdê-la?

Sentimento tão maravilhoso,
Que nos faz levantar!
Que bela pureza cruel,
Que nos deita na cama a chorar…

O Amor preenche-nos,
Está presente em cada segundo…
Aparece quando menos esperamos,
E muda o nosso mundo!

Espero que tenham gostado :)

No meu sorriso... - poema

Fiz este poema numa tarde em que estava a fazer exercícios de matemática e a minha cabeça andava a vaguear...


Nos cantos mais recônditos
E profundos do meu ser,
Procuro uma marca, um sinal.
Remexo em incertezas persistentes…
O que vale a pena afinal?

 Resolvo contas e problemas,
Para ocupar a minha mente…
Mas este sentimento angustiado
É algo, em mim, sempre presente.

 A calma da minha cadeira,
Torna-me a respiração ofegante.
Pareço calma e concentrada:
É a mentira do meu semblante!

 Este problema não se resolve,
Ainda não lhe dei um fim.
Por agora são só número soltos,
Cuja solução não descobri.

 Solto gritos inaudíveis,
Cuja alma é incompreendida…
Aprendo tanto, vou tão longe,
Para ver que não saí da partida.

 Leio, escrevo, e volto a escrever,
O lápis está-se a desgastar…
Pois eu deixo-o diminuir,
Até com os dedos na folha tocar.

Espero algo encontrar,
Algo de que preciso,
Divirto-me, vivo, sorrio
Mas a insatisfação esconde-se
No meu sorriso…

Espero que tenham gostado!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2011 já terminou, e como se diz: "O que passou, passou."

Estamos no Início de 2012 e utilizo este post para vos desejar um Maravilhoso Ano Novo!