sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Nevoeiro



Encontro-me no autocarro, sentada no banco da frente, com fones nos ouvidos, cantando interiormente ao som dos “My Chemical Romance”.

 Na velocidade, e no embalo característicos de uma camioneta, deixo que a soneira se apodere de mim, e caminho para um estado de “golfinho a dormir”, ou seja, metade acordada, metade adormecida.

 Abro os olhos, assim como em todos os outros intervalos de segundos entre a “sesta do autocarro” – períodos de tempo em que acordo e me apercebo onde estou, para voltar a adormecer.

  Mas desta vez é diferente, algo capta e prende a minha atenção. O caminho é o de sempre, mas está mudado, está mais misterioso, mais escondido – nevoeiro? – Há quanto tempo não percorria o interior destas nuvens descidas! Recordo-me de todos os Outonos e Invernos aos quais tive o prazer de assistir, sou bombardeada com imagens de filmes de cowboys, invento aventuras na minha mente, e sinto-me bem.

 Um simples mudança na paisagem do percurso para a escola foi o suficiente para me tirar o sono, me fazer sonhar, e me dar inspiração para escrever.

  Agradeço à vida por ter colocado tal mensageiro de odisseias no meu caminho!

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